sexta-feira, 20 de maio de 2016

SÉRIE COMPLETA ANGÉLICA A MARQUESA DOS ANJOS





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A história de Angélica passa pela França – Monteloup, Toulouse, Paris, Marselha, La Rochelle – e chega ao Canadá, em Quebec. Nesse intervalo, que cobre aproximadamente 30 anos, a heroína passa ainda pelo Mediterrâneo, por Creta e Malta, Argélia e Marrocos.

Os livros, além da pesquisa histórica sobre os lugares e os personagens reais, ainda nos insere no pensamento da época. Luiz XIV, o rei Sol, e o Iluminismo nascente. As teorias econômicas e filosóficas, os pensadores da época, os grandes nomes e os grandes feitos. Tudo ganha vida, na obra de Anne e Serge Golon.

Angélica, a personagem, é uma mulher que nasceu na baixa nobreza, criada de pés descalços, no conforto de um castelo decadente, andando com os camponeses, sem distinções de classe, apesar de consciente do tratamento deferente que recebia, sendo filha de um barão da região.

Adolescente, seu pai entra em um comércio de mulas (para desgosto dos parentes da alta nobreza, que faziam chacota – o comércio não era atividade nobre, somente a guerra o era) e Angélica e as irmãs são mandadas para um colégio de freiras, em Poitiers, para serem educadas como jovens nobres e se prepararem para o destino comum: casamento.

Angélica sabe disso, e questiona, mesmo sabendo da inevitabilidade de seu destino.

Por sorte (é um romance, né, gente) ela é “vendida em casamento” a um nobre da região sul da França, da província de Toulouse, o Conde de Peyrac, Joffrey, por quem se apaixona. Doze anos mais velho, ele é um ancião para a adolescente de 18 anos, e ainda é coxo (manca de uma perna), com uma enorme cicatriz no rosto, que o desfigura, e a fama de bruxo e alquimista, mas depois de ser tratada como uma adulta, e mais ainda, como um ser humano inteligente e capaz, pelo marido, Angélica se rende a um amor que é épico… (suspiros)

O Conde Joffrey de Peyrac é um nobre que questiona seu papel como mero coadjuvante nas guerras. Questiona as próprias guerras reais, uma vez que, ainda bebe, foi agredido e ferido por soldados do rei de então, nas revoltas protestantes. Questiona e usa os conhecimentos que adquiriu sobre metais para fazer a própria fortuna, o que, obviamente, o torna menos dependente dos reis e dos bispos, e assim, uma ameaça.

Joffrey é perseguido, julgado em um arremedo de Inquisição, e sua esposa, aos vinte anos, grávida do segundo filho, o vê sendo, supostamente, queimado vivo em praça pública, para o deleite da multidão.

Angélica se vê renegada pelos antigos bajuladores da época de esplendor, e pela própria família, que teme o mesmo destino. Para sobreviver, vai viver nas ruas de Paris, entre mendigos e assassinos, onde reencontra um antigo servo de seu pai, que se tornou um grande nome entre os desalojados do “Pátio dos Milagres”, local nas antigas muralhas de Paris onde a população miserável se escondia e sobrevivia, à custa dos pequenos milagres – falsos deficientes, que simulavam doenças para angariar esmolas e cometer pequenos furtos contra a nobreza e a crescente burguesia. No “Pátio dos Milagres”, a Condessa de Peyrac se torna “A Marquesa dos Anjos”, nome pelo qual ficará conhecida na série.

Posteriormente, à custa de trabalho, esforço, chantagens, tramoias e muita ousadia e inteligência, nossa heroína vai recuperar seu lugar na corte, se casa com um Marques, até mesmo será cotada para ocupar o cargo de amante real.

Mas ela recusa, e de novo, se vê lançada no ostracismo. Foge para o Mediterrâneo, aonde vai em busca da verdade sobre o que aconteceu com o primeiro marido, Joffrey, supostamente queimado vivo, mas na verdade, perdoado na última hora pelo rei, que teria conseguido fugir e virado pirata.

Angélica sofre todo tipo de violência. É estuprada duas vezes, no decorrer da história. Tem uma filha, fruto de um desses estupros. Perde um filho, assassinado, na mesma noite em que é estuprada por um batalhão de soldados.

Após tal fato, ela se revolta contra o rei e pega em armas, liderando a província do Poitou contra o rei Luiz XIV.  Durante tal revolta, as reflexões de Angélica sobre a guerra, sobre a intolerância religiosa, sobre o papel da mulher, são profundas e angustiantes.

E após ser derrotada, ver seus amigos presos ou mortos, ela consegue, ainda, se disfarçar, e sobreviver com a filha, a quem aprende a amar (a filha do estupro, a filha que ela tentou matar no ventre, e tenta matar ao nascer, abandonando a criança em um convento), como criada de uma família hugenote (protestante), na cidade de La Rochele.

De lá, ela vai para o Canadá…




 [A MARQUESA DOS ANJOS]

01 - Os Amores de Angélica (Ed. Nova Cultural) 
02 - O suplício de Angélica (Ed. Nova Cultural)
03 - Angélica e o príncipe das trevas (Ed. Nova Cultural)
04 - A vingança de Angélica (Ed. Nova Cultural)
05 - Angélica e as perfídias da corte (Ed. Nova Cultural)
06 - Angélica, a favorita do rei (Ed. Nova Cultural)
07 - Angélica e o pirata (Ed. Nova Cultural)
08 - Angélica cativa no harém (Ed. Nova Cultural)
09 - Angélica, rebelde guerreira (Ed. Nova Cultural)
10 - Angélica clandestina... maldita (Ed. Nova Cultural)
11 - Angélica no barco do amor (Ed. Nova Cultural)
12 - Angélica no fim do arco-íris (Ed. Nova Cultural)
13 - Angélica na Floresta em chamas (Ed. Nova Cultural)
14 - Angélica e a Caçada Mortal (Ed. Nova Cultural)
15 - Angélica e seu amor proibido (Ed. Nova Cultural)
16 - Angélica ultrajada (Ed. Nova Cultural) 
17 - Angélica e a duquesa diabólica (Ed. Nova Cultural)
18 - A satânica rival de Angélica (Ed. Nova Cultural)
19 - Angélica e o complô das sombras (Ed. Nova Cultural)
20 - Angélica, rainha de Quebec (Ed. Nova Cultural)
21 - O inesquecível natal de Angélica (Ed. Nova Cultural)
22 - Angélica e o perdão do Rei (Ed. Nova Cultural)
23 - Angélica e as feiticeiras de Salém (Ed. Nova Cultural)
24 - O fascínio de Angélica (Ed. Nova Cultural) 
25 - Angélica e a estrela mágica (Ed. Nova Cultural)
26 - O triunfo de Angélica (Ed. Nova Cultural)


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